Luciane Yahweh — ARTIST

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Luciane Yahweh

 

Entrevista com a artista Luciane Yahweh —

1. Fale um pouco sobre você.
Nasci em São Paulo/SP-Brasil, resido atualmente em Ribeirão Preto /SP-Brasil, iniciei o curso de artes visuais, porém não concluí. Sou autodidata, sempre aprendendo. Comecei minha arte por hobby, até que busquei fazer de minha arte, minha profissão. Nunca deixo de mencionar que meu dom vem de Deus, e sou grata a Ele por tudo. Tenho notado que alguns artistas estão substituindo ou adotando um nome artístico ao invés de seu nome de batismo em suas obras ou redes sociais. Em sua opinião, o que leva o artista a fazer essa mudança de identidade. Eu me identifico com esse grupo dos q adotam um codinome. Em minha opinião é mais por uma questão de estética do q simplesmente ocultar seu verdadeiro nome. Para todo artista o nome é muito importante, pois está associado a suas conquistas. Quanto mais conhecido, mais agrega valor em suas obras. Luciane Yahweh, é meu nome artístico, antes usava L.lima, mas decidi mudar marcando uma nova estação em minha vida.

 

 

2. Por que a arte?
Porque ela está em meu DNA.

3. Qual é a sua lembrança mais antiga de querer ser uma artista?
Nos anos 90, eu nem imaginava me tornar uma artistas plástica, nos mudamos para a cidade de Varginha/MG, na ocasião eu tinha apenas duas obras de arte. E nossa casa era muito grande, uma casa linda, mas as paredes ficaram vazias, e as duas obras perdidas. Foi então q resolvi pintar e descobri minha grande paixão.

 

 

4. Quais são seus temas favoritos? Quais materiais utiliza em suas obras?
Não tenho um tema favorito, se fizesse essa pergunta para alguém q acompanha minha arte, iria responder cachorros, pois tenho vários trabalhos nesse tema, mas não é. Vai de acordo com a inspiração do momento.

5. Como você trabalha e aborda o tema de suas obras?
Horas através de pesquisas, horas de acordo com os acontecimentos, mas a maioria das vezes algo que é extraído de dentro, a alma fala muito através das pinceladas de um artista.

 

 

6. Algum artista te inspira?
Muitos, desde os grandes nomes que não precisam de citação até Edmundo CavalcantiMaria JoséAntonio CavalcantiPatricia SkuraMichelangeloLicia SimonetiMaria CampolinaJesuino RochaWaldomiro Abbondanza, Renato Curvêlo, Zeca Maria, Simone Neves, Alciony Menegaz, Paulo Quessada, Leila Castellani, Regina SganzerllaCarlos Evangelista, Licia Vallim, Patricia VicenteVera Ritter, Fausto Rodrigues, Ana Cunha, Ana ClaudiaTaquecita, Nice Forti, Carmem Moreira, Marcos Moreira, e a lista vai crescendo à medida que vou conhecendo a historia de cada um. Em outras palavras, os artistas que me inspiram são aqueles que trabalham para conquistar seu espaço, e não deixa que o meio o contamine, continuam pessoas simples como a gente.

 

 

7. Quais são as melhores respostas que você teve ao seu trabalho?
Quando pude provocar lágrimas escorrendo dos olhos. Já aconteceu algumas vezes e isso é a maior resposta. A arte provoca, desperta, aproxima, manifesta, chama atenção, provoca emoções. E quando isso acontece sem dúvida é a melhor resposta.

8. O que você mais gosta sobre em seu trabalho?
Criar, cada trabalho é gerado, passa por todo processo para chegar ao final e colocar a assinatura, Esse processo de transformação a cada etapa concluída é o q me fascina. De repente de uma tela branca, sem vida… vira um colorido cheio de vida.

9. Você tem alguma outra atividade, além de ser uma artista plástica?
Sim, a arte de me tornar a mãe de minha mãe. Kkkk

 

 

10. Quais as suas principais participações em exposições?
Foram muitas em Varginha, São Paulo, Brasília, Campinas, virtuais inúmeras, é muito importante para todo artista expor seu trabalho, aproveitar as oportunidades, investir na divulgação. E isso me fez promover também algumas exposições em minha cidade. “Brincadeira de Criança” e “Mulher” até que a pandemia me fez parar, mas continuei de forma virtual com “Amor Manifestado” e a mais recente “Impactados pela Arte”.
As 5 principais e mais recente.
1. Dias de Reclusão /Maria Vieira
2. Convid expoart /Guto Lemes e Aparecida Felipe
3. Artes sem Limites /Raphael Art Gallery-Edmundo Cavalcanti
4. Entre Frestas /Miguel Angelo
5. Artnatic single/ Gallery of Fragancy

 

 

11. Que conselho você daria para outros artistas ou futuros artistas?
Nunca desista de sua arte, tem espaço para todos, invista na divulgação de seu trabalho e esteja em constante reciclagem. Crie seu portifólio, trabalhe em sua biografia, trabalhe sempre no tema proposto sem sair fora. Futuros artistas trabalhe num estilo próprio, pesquise muito e vender um trabalho é muito bom, mas não é tudo.
Onde você se vê daqui a 05/10 anos?
Trabalhando muito.

 

 

12. Planos para o futuro.
Ter meu trabalho reconhecido a nível mundial É um sonho alto? Não tem problema se alcançar a metade dele estou feliz.

 

 

Luciane Yahweh

 

 

 

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A desconstrução mosaica de Luciane Yahweh

As pinturas de Luciane Yahweh soam, num primeiro momento, como espécies de mosaicos. Embora não haja um padrão entre as “peças”, em cada pintura há uma imagem em destaque composta pelo conjunto da composição, como, por exemplo, o copo de leite, os elefantes ou o sujeito másculo. Imagens que se mostram com nitidez, porém, intrigam pela facilidade como cedem espaço para as partes que as constituem.

Nas “peças” do “mosaico”, cada qual singularmente trabalhada, encontramos abstrações que falam por si só: texturas orgânicas ou inorgânicas, que evocam nervuras ou superfícies cerâmicas, por exemplo. E, conforme permanecemos em observação, o próprio fundo vai se destacando, conduzindo-nos a um passeio pela história da arte. De modo tal que ora surge um azul profundo à la Rothko, ora constructos Paul “Kleerianos”, sem deixar de considerar os quadrados que remetem facilmente aos de Mondrian.

Essa comparação não é feita sem maiores motivos, mas corresponde à delicada e elaborada maneira como as pinturas de Yahweh convidam-nos à uma observação sensível mais demorada, ou melhor, à elucidação de uma sensação profunda e nostálgica transmitida pelas obras.

Enfim, através de suas pinturas, a artista mostra equilíbrio singular entre figura e fundo, inclusive, porque traz para essa relação e confere relevância a cada fragmento da composição. Pelo viés da figuração, de modo inusitado, todas as partes da composição salientam-se igualitariamente. E, assim sendo, ao invés de criar um jogo de ilusão daqueles que escondem e revelam a imagem ao mesmo tempo, Luciane Yahweh mostra que a ilusão se encontra, justamente, em tomarmos por óbvio o que, de fato, nem sempre assim é!

 

Ana Mondini — Crítica de Arte Doutora em Filosofia, Artista plástica, formada pela Escola de musica e artes do Paraná e Idealizadora da “Galeria Virtual – Filosofia & Arte”.

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Edmundo Cavalcanti

 

Edmundo Cavalcanti é nosso colunista de artes para Arts Illustrated em São Paulo, Brasil.

 

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Fonte: Macae Em Pauta

Origem.