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Banestes afirma não ter sofrido invasão criminosa

Prefeito de Dores discorda

Após repercussão do caso de invasão no banco de Dores do Rio Preto, o Banestes emitiu um comunicado aos clientes, ao mercado e à imprensa.
A instituição bancária afirmou que os sistemas do banco não sofreram nenhum tipo de invasão de hackers e que não houve nenhuma ocorrência de vulnerabilidade do sistema. “O Banestes investe em segurança continuamente e possui ferramentas eficazes, que possibilitam respostas rápidas e eficientes às tentativas de ataques”, declarou.
Em seguida o banco explica que em alguns casos, grupos criminosos realizam ligações para os responsáveis financeiros pela movimentação bancária de organizações, se fazendo passar pelo Suporte Técnico dos bancos. “Por meio de engenharia social, o falso atendente induz o cliente a informar as credenciais e/ou acessar um site falso (cópia similar ao site original da instituição financeira) e, neste site, digitar suas credenciais de conta: senha, código de acesso, Btoken. Desta forma, de posse das credenciais, o grupo de golpistas consegue realizar as transações. Este é um golpe conhecido por todo o sistema bancário” diz o comunicado.
A mensagem termina informando que, com o objetivo de alertar os cidadãos e promover a conscientização da sociedade para o uso da internet e de serviços digitais de forma segura, o Banestes tem apoiado a Campanha de segurança digital realizada pela Febraban, com discas práticas de prevenção aos vários tipos de golpe voltados ao mercado financeiro.
Prefeito de Dores do Rio Preto acredita em invasão do sistema bancário
Para o prefeito de Dores do Rio Preto, Claudenir José de Carvalho Neto (Ninho), a perda de R$ 1.693 milhão das contas do município é resultado de uma invasão no sistema, principalmente, por constar várias movimentações bancárias no período da noite.
“Houve várias transações à noite. Tenho em mãos documentos que provam todas as movimentações. Mesmo que eles tivessem todas as senhas e contrassenhas da Prefeitura, o sistema bloqueia qualquer transação à noite. E nós não temos Btoken. Se nós não temos Btoken não podemos fazer transação acima de R$ 20 mil. E tem várias transações acima de R$40 mil. Isso dá pra ver que a falha foi do sistema do Banestes”, afirma.
Outro ponto destacado por Ninho é que, desde a abertura das contas, o município realiza apenas um tipo de movimentação financeira, a Ordem Bancária Municipal (OBM). “Não fazemos outro tipo de transação. O sistema do Banestes falhou em deixar outra transação acontecer”.
O prefeito conta também que foi à agência bancária assim que soube do rombo nas contas, na última terça-feira (10), por volta do meio dia. Funcionários do banco confirmaram o ocorrido e informaram que, por medidas de segurança, as contas foram bloqueadas. Mas, segundo Ninho, mesmo com as contas bloqueadas as transações continuaram. “Os registros mostram transação depois do meio dia. Quando as contas já estavam bloqueadas”.
Segundo o prefeito, foram mais de 40 transações eletrônicas realizadas ilegalmente, a maioria à noite.
Transação pagou imposto para prefeitura da Serra
Ninho conta que a maior transação foi no valor de R$ 91 mil, para pagamento de imposto no município da Serra. “O documento mostrou que é para pagamento de imposto. Mas o Banestes não me falou se o dinheiro entrou na conta da Prefeitura da Serra mesmo”, disse.
O prefeito reclama da demora em receber informações precisas da instituição bancária. “Comunicamos eles (o banco) por escrito e ainda não obtivemos respostas”.

Fonte: Danielle Muruci – 90,5FM

Transcrito Destaque Diário

Fonte: Jornal O Combatente

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