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Desempregado, homem usa cartaz para pedir trabalho em Campos, no RJ


Dificuldade de voltar ao mercado de trabalho fez André Luiz tomar uma atitude desesperada, se entregando currículo não foi possível encontrar um novo emprego, ele resolveu fazer um apelo público. O desemprego fez André Luiz pedir emprego nas ruas de Campos
O desemprego trouxe um turbilhão de pensamentos na vida do motorista André Luiz e a dificuldade de voltar ao mercado de trabalho o fez tomar uma atitude desesperada. Se entregando currículo não foi possível encontrar um novo emprego, ele resolveu fazer um apelo público nas ruas de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
“Me ver desempregado tendo família, tendo minha família, para poder sustentar e não ter renda. Aí fica bem complicado, né? A gente fica desesperado”, desabafou André.
André vestiu a camisa da persistência, a peregrinação pelo emprego nas ruas de Campos e estampou no peito um pedido tão nobre e acabou comovendo muita gente.
“Muita experiência com isso de bater na porta, entregar currículo e receber um ‘não” ou até mesmo dizer que pode deixar, que vai chamar, mas nunca que chama. Foram várias tentativas frustrantes”, disse.
André vestiu a camisa da persistência, a peregrinação pelo emprego nas ruas de Campos e estampou no peito um pedido tão nobre
Cléber Rodrigues/Inter TV
As últimas semanas foram de uma procura incansável sem a resposta desejada. A situação financeira da família causou angústia, é que a esposa dele também está está desempregada, há quatro anos.
“Só ficar dentro de casa, fazendo os afazeres de casa, dona do lar e na expectativa de achar alguma coisa, porque eu já espalhei bastante currículo e não consigo”, relatou Ludiceia Batista.
Mas a solidariedade ainda não se transformou em propostas, uma realidade que não é só do André. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no último ano foram 23.590 desligamentos, em Campos, mas o número de contratações foi maior, ultrapassou 25 mil.
Enquanto o sonho do emprego não vira realidade, André Luiz se enche de esperança e garante, está cheio de disposição para trabalhar.
“Caso tiverem a oportunidade de um motorista, vai ser bem-vindo. Se não tiver também, pode no que vocês tiverem. Porteiro, auxiliar de serviços gerais, não corro de serviço. O que me importa mesmo é trabalhar para poder trazer o sustento para dentro da minha casa e manter as minhas contas em dia”, disse André, cheio de expectativa.
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Fonte: G1 (Noroeste Fluminense)

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