Home / Região dos Lagos / Investigação sobre ameaças a ministros do STF deve mirar integrantes da Lava Jato

Investigação sobre ameaças a ministros do STF deve mirar integrantes da Lava Jato

O presidente
do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, durante
 sessão nesta quinta-feira (14) — Foto: Nelson
Moura/STF
Dias Toffoli
determinou abertura de inquérito para apurar notícias ‘fraudulentas’, ofensas e
ataques contra o Supremo.
O inquérito
aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
nesta quinta-feira (14) para apurar
ameaças ao tribunal
 deverá envolver medidas contra procuradores da
Operação Lava Jato e outros agentes públicos que tenham cometido eventuais
crimes contra ministros e seus familiares.
A abertura do
inquérito foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, presidente
do STF, para investigar notícias fraudulentas, ameaças e ofensas. O relator
será o ministro Alexandre de
Moraes
.
Segundo o
documento, serão apuradas “a existência de notícias fraudulentas,
denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus
caluniandi
 (intenção de caluniar) e difamandi (intenção
de difamar) e injuriandi (intenção de injuriar), que atinjam a
segurança do STF e membros”.
O procedimento
corre sob sigilo e não houve delimitação de objeto específico ou grupo a ser
investigado, apenas as possíveis infrações. O escopo é amplo, mas o inquérito
se baseia em uma série de ações que os ministros consideraram ofensivas ao STF
nos últimos meses. A intenção é mostrar que o Supremo tem reagido a ataques, de
acordo com integrantes do tribunal.
Os ministros
ficaram incomodados com o episódio de um advogado
que abordou o ministro Ricardo Lewandowski durante um voo
afirmando que
o Supremo é uma “vergonha”.
Outras
situações citadas são o vazamento de informações
sigilosas da Receita Federal sobre o ministro Gilmar Mendes
 e
pedidos de impeachment contra membros da Corte.
Ao contrário de
outras investigações que correm no Supremo, a desta quinta foi aberta de
“ofício” pelo presidente da Corte, ou seja, sem pedido da Polícia
Federal (PF) ou do Ministério Público. Além disso, a investigação também terá
uma tramitação diferente de outras que correm no tribunal: o inquérito não
sairá do STF para a PF e será mantido dentro da Corte.
“Tenho
dito que não existe Estado Democrático de Direito, Democracia sem Judiciário
independente e sem imprensa livre. Esse Supremo Tribunal Federal sempre atuou
na defesa das liberdades e numa imprensa livre. Não há Democracia sem
Judiciário independente e sem Suprema Corte como a nossa, que é a que mais
produz no mundo. Não há Suprema Corte no mundo que é tão acionada como a
nossa”, afirmou Toffoli ao início da sessão desta tarde.
Por Camila Bomfim, Mariana Oliveira e Rosanne
D’Agostino, TV Globo e G1 
— Brasília

Fonte: Rio das Ostras Jornal

Origem.