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Governo vai leiloar 12 aeroportos nesta sexta-feira

Terminais
movimentam quase 20 milhões de passageiros por ano. Expectativa do mercado é
que leilão terá concorrência, com destaque para o bloco que reúne aeroportos do
Nordeste.
O governo vai
leiloar 12 aeroportos nesta sexta-feira (15). O leilão será às 10h na sede
da B3,
em São Paulo. Esta é quinta rodada de leilão de aeroportos e prevê a concessão
dos terminais divididos em três blocos: Nordeste; Sudeste e Centro-Oeste.
A previsão é
que o leilão arrecade R$ 2,1 bilhões para a União ao longo da concessão e gere
R$ 3,5 bilhões em investimentos. Os 12 terminais que serão licitados respondem
por 9,5% de todo o tráfego aéreo doméstico do país, com quase 20 milhões de
passageiros por ano, segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Com o leilão
desta sexta-feira, quase 70% do trafego aéreo do Brasil será em aeroportos
administrados pela iniciativa privada.
Além dos R$ 2,1
bilhões, o governo também arrecadará uma outorga fixa, que deve ser paga à
vista. A outorga mínima dos três blocos é de R$ 219 milhões, vencerá o leilão
quem der a maior oferta em cima desse valor.
Este será o
primeiro leilão dividido em blocos. Com a mudança, o governo uniu em um mesmo
lote terminais deficitários e terminais superavitários. A previsão é que logo
após o leilão dessa sexta-feira, o governo anuncie a sexta
rodada de licitação
. A próxima rodada também deve ter três blocos
incluirá
de 22 a 24 aeroportos da Infraero
.
Blocos
  • Nordeste: Recife (PE); Maceió (AL); João Pessoa
    (PB); Aracaju (SE); Juazeiro do Norte (CE); e Campina Grande (PB).
  • Sudeste: Vitória (ES) e Macaé (RJ)
  • Centro-Oeste: Cuiabá (MT); Sinop (MT); Rondonópolis
    (MT); e Alta Floresta (MT).
Leilão de
aeroportos – 5ª rodada de concessão de aeroportos
Foto: Arte G1
Concorrência
Segundo Alberto
Sogayar, sócio da área de infraestrutura da L.O.Baptista Advogados, espera uma
disputa maior pelo bloco Nordeste. Segundo ele, além do grande potencial
turístico da região, os terminais são os mais próximos à Europa, o que deve
atrair a atenção de empresas europeias.
“Esses
aeroportos também poderão ser uados como ponte para os demais aeroportos da
América Latina. Seria o último porto seco antes da Europa. Esse é o bloco que
vai gerar a maior competitividade e possivelmente o maior ágio”, afirmou.
No bloco
Sudeste, o principal atrativo é o atendimento à indústria de óleo e gás, e no
bloco Centro-Oeste o agronegócio.
João Santana,
especialista em gestão de projetos de infraestrutura, afirmou que não acredita
que nenhum dos blocos fique sem concorrente, mas que os blocos Sudeste e
Centro-Oeste não devem ter grande disputa.
“Se tiver, vai
ser uma disputa pequena. Só se alguém estiver vendo uma possibilidade de
negócios, de rentabilidade de ativos, que o mercado não enxergou ainda. Nem o
do Centro-Oeste, nem o do Sudeste representa qualquer oportunidade brilhante de
negócio”, disse.
Ele acredita
que a alemã Fraport, que é concessionária dos aeroportos de Porto Alegre e
Florianópolis, e a CCR, que administra o terminal de Confins, em Belo
Horizonte, devem se destacar no leilão por já conhecerem o mercado e também por
causa do tamanho das empresas.
Risco
compartilhado
Nessa rodada, o
edital também prevê o risco compartilhado entre o governo e a concessionária
que vencer o leilão. Isso porque o valor da outorga de R$ 2,1 bilhões, que será
pago ao longo da concessão, vai depender da receita bruta da futura
concessionária.
Assim, se o
movimento do aeroporto cair, a empresa pagará menos ao governo, que
compartilhará com a empresa o risco com relação ao comportamento da economia.
A outorga
variável será calculada em cima da receita bruta da futura concessionária,
sendo de 8,2% para o bloco Nordeste; 8,8% para o bloco Sudeste; e 0,2% para o
Centro-Oeste. O prazo de concessão será de 30 anos.
Por Laís Lis, G1 — Brasília

Fonte: Rio das Ostras Jornal

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