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Pré-sal: Multinacionais Shell, Mitsubishi e Pátria anunciam investimentos de US$ 700 milhões, em Macaé

Cenário para bons investimentos amplia participação do município
 na indústria energética
brasileira. 
Fotos: Rui Porto Filho / Arte ROJORNAL

Parceria permite a construção e operação da usina termelétrica Marlim Azul no município, com capacidade de 565 megawatts (MW). 
A Shell, a
Mitsubishi e o grupo Pátria Investimentos confirmaram a tendência de
crescimento econômico de Macaé para os próximos anos ao anunciarem a construção
e operação da usina termelétrica Marlim Azul no município, com capacidade de
565 megawatts (MW). O gás natural será disponibilizado pela Shell. O Pátria
terá 50,1% do empreendimento, a Shell terá 29,9% e a Mitsubishi, 20%. O
investimento será de US$ 700 milhões e no auge da construção da planta, o
número de empregos diretos criados poderá chegar a 1,5 mil.
A usina Marlim
Azul foi o primeiro projeto vencedor dos leilões de energia com gás do pré-sal
brasileiro, com um dos custos variáveis unitários (CVU) mais competitivos entre
as usinas a gás. A planta entrará em operação em 2022, disponibilizando ainda
energia adicional a ser vendida no mercado livre.

A aceleração do desenvolvimento econômico em Macaé ganhou força nos últimos
meses com o avanço também de cinco projetos: aeroporto, porto, lei de
incentivo, Transportuária e Santa Tereza, além da realização dos últimos
leilões do pré e do pós-sal. “Essas ações vão permitir que seja devolvido
o emprego de cerca de 40 mil pessoas, 20% da população macaense. Macaé é a
maior base operacional de indústria de óleo e gás do país e, por isso, o
município tem o desafio de promover a geração de empregos”, comentou o
prefeito Dr. Aluizio.

PORTO – O governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel,
incluiu o Terminal Portuário de Macaé (Tepor) nas prioridades da sua gestão
para o primeiro semestre. O projeto inclui um Terminal de Armazenamento de
Petróleo, um Terminal de Armazenamento de Combustíveis e uma Unidade de Processamento
de Gás Natural (UPGN). A expectativa é que o Tepor receba a primeira licença de
instalação, que permite a realização efetiva das obras, até junho de 2019.

A operação do porto vai aumentar a participação de Macaé no arranjo nacional de
petróleo e gás, evitando que essa demanda se direcione para outros municípios
ou regiões do país, além de fomentar a diversificação de investimentos,
atraindo indústrias de transformação para a retroárea terciária do Tepor.

AEROPORTO – Já o aeroporto está entre as 12 unidades do país que
tiveram sua concessão aprovada pelo Programa de Parcerias de Investimento
(PPI), com a definição de regras do leilão de três blocos. O bloco Sudeste
inclui o Aeroporto de Macaé e Vitória (ES). O prazo de concessão é de 30 anos.

As obras de reforma estrutural da pista do aeroporto vão garantir o aumento do
PCN (Paviment Classification Number), que permitirá o retorno dos voos
comerciais, através da operação de aeronaves que trafegam hoje nas rotas aéreas
regionais. Os trechos em reforma irão ampliar a referência de resistência da
pista para ATR 72 (70 passageiros), com previsão de entrega para o primeiro
trimestre de 2019. A expectativa é liberar a pista para operação e o processo
de certificação pela Agência Nacional de Aviação Civil irá acontecer em
paralelo.

O turismo de lazer também será beneficiado com a ampliação do aeroporto,
possibilitando que mais turistas cheguem à cidade, que está na categoria A do
Ministério do Turismo (MTur).

A sessão pública do leilão está marcada para o dia 15 de março, na sede da
Bolsa de Valores de São Paulo.

Avança Macaé amplia investimentos

Ambos projetos de logística estão ligados ao Projeto Avança Macaé (Lei
Complementar 03/2018), lançado pelo prefeito Dr. Aluizio em dezembro com o
objetivo de garantir a injeção de novos recursos e investimentos nas atividades
do município.

O projeto prevê que a iniciativa privada realize investimentos em execução de
obras de infraestrutura e outros serviços públicos, com a dedução de taxas,
impostos e outros tributos municipais. Além de aumentar a oferta de
equipamentos públicos, o projeto diversifica seu arranjo produtivo,
permanecendo no petróleo e gás e expandindo para outros setores.

A construção da Rodovia Transportuária, ligando o Tepor à RJ-168, saída da cidade
para a BR-101 e da Estrada de Santa Tereza, vão dar suporte aos novos
investimentos que virão para Macaé com o programa de incentivo e o novo
posicionamento do município na economia nacional, puxado também pelas rodadas
de licitações do pré e do pós-sal. A 6ª rodada de pré-sal está marcada para
novembro. Há previsão ainda que a 7ª e 8ª rodadas do pré-sal ocorram em 2020 e
2021.

Fonte: Rio das Ostras Jornal

Origem.