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Mandato de Maduro é ‘ilegítimo’, e Assembleia da Venezuela é que detém poder, diz Itamaraty

O presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro, ao assinar um
 documento durante a posse nesta quinta (10)
Foto:
Reuters/Carlos Garcia Rawlins

Em nota,
Ministério das Relações Exteriores afirmou que Brasil trabalhará para
‘restaurar’ democracia na Venezuela. Maduro tomou posse nesta quinta para um
novo mandato, até 2025.
O Ministério
das Relações Exteriores divulgou uma nota nesta quinta-feira (10) na qual
afirmou que o governo brasileiro considera “ilégitimo” o novo mandato
do presidente da VenezuelaNicolás Maduro,
e que é a Assembleia Nacional que detém o poder no país.
Mais cedo,
nesta quinta, Maduro tomou
posse para o segundo mandato
 como presidente venezuelano, até
2025.
O Poder
Legislativo do país rejeita
a legitimidade
 de Maduro, e o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz
parte, pediu a Maduro que não
tomasse posse
.
“Tendo em
vista que nesta data, 10 de janeiro de 2019, Nicolás Maduro não atendeu às
exortações do Grupo de Lima, formuladas na Declaração de 4 de janeiro, e
iniciou novo mandato presidencial ilegítimo, o Brasil reafirma seu pleno apoio
à Assembleia Nacional, órgão constitucional democraticamente eleito, ao qual
neste momento incumbe a autoridade executiva na Venezuela”, diz a nota do
Itamaraty.
Em um
pronunciamento nesta quarta (9), Maduro disse ser alvo
de uma tentativa de golpe
 por parte do Grupo de Lima.
Nicolás Maduro
toma posse na Venezuela e países latino-americanos reagem
Crise na
Venezuela
A Venezuela
enfrenta uma profunda crise política, econômica e social.
A inflação no
país, por exemplo, já ultrapassa
1.000.000%
 ao ano; milhares de cidadãos do país têm
fugido para outras regiões
 da América do Sul, incluindo o Brasil;
e líderes de oposição têm denunciado
perseguição
 por parte do governo Maduro há pelo menos seis anos.
Diante desse
cenário, a Organização dos Estados Americanos (OEA) não
reconhece a legitimidade de Maduro
 como presidente do país.
Reeleição
contestada
Maduro
foi reeleito
em maio do ano passado
, com quase 70% dos votos.
A coalizão
opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), contudo, se recusou a participar
do pleito por considerar o processo uma “fraude” para perpetuar
Maduro no poder.
Cerca de 20,5
milhões de eleitores estavam registrados para votar, mas o comparecimento foi
de 46% do eleitorado (8,6 milhões de votos). Esta foi uma das porcentagens de
participação mais baixas da história venezuelana.
Íntegra
Leia a íntegra
da nota do governo brasileiro:
Situação na
Venezuela
Tendo em
vista que nesta data, 10 de janeiro de 2019, Nicolás Maduro não atendeu às
exortações do Grupo de Lima, formuladas na Declaração de 4 de janeiro, e
iniciou novo mandato presidencial ilegítimo, o Brasil reafirma seu pleno apoio
à Assembleia Nacional, órgão constitucional democraticamente eleito, ao qual
neste momento incumbe a autoridade executiva na Venezuela, de acordo com o
Tribunal Supremo de Justiça legítimo daquele país. O Brasil confirma seu
compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do
estado de direito na Venezuela, e seguirá coordenando-se com todos os atores
comprometidos com a liberdade do povo venezuelano.
Por G1 — Brasília

Fonte: Rio das Ostras Jornal

Origem.