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Governador do Rio, Wilson Witzel, cria Coordenadoria de Desaparecidos

Foto:
Carlos Magno
Iniciativa vai integrar secretarias e atuar em parceira com a Polícia
Civil para ajudar famílias
A Coordenadoria de Desaparecidos, vinculada à Secretaria de
Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, foi criada, nesta quarta-feira
(9/1), no Palácio Guanabara, pelo governador Wilson Witzel e a secretária
Fabiana Bentes. Para estar à frente da coordenadoria, que dará suporte às
famílias, foi escolhida a mãe do lutador de MMA Vitor Belfort, Jovita
Belfort, que teve a filha, Priscila, desaparecida há 15 anos.
– A coordenadoria vai permitir que as políticas públicas voltadas para
a melhoria das condições de investigação de desaparecidos sejam uma realidade.
Vai integrar várias secretarias e ajudará o Instituto Felix Pacheco a
estruturar a coleta do material genético junto às famílias, que hoje têm
pessoas desaparecidas. Enfim, uma política pública que começa a ser estruturada
a partir de hoje – afirmou o governador.
A iniciativa, inédita no Estado do Rio, vai planejar e executar ações
para consolidar um sistema estadual de referência na elaboração de políticas
públicas e atendimento aos desaparecidos e suas famílias.
– Vamos lutar por um cadastro único e pela criação do Alerta Pri (nome
em homenagem a Priscila Belfort), que será semelhante ao alerta Amber, dos
Estados Unidos, que avisa quando uma pessoa some e divulga seus dados. A
coordenação dará ferramentas para que as políticas públicas possam se estender
pelos governos seguintes – disse a secretária Fabiana Bentes.
Sobre a criação do sistema de alerta Pri, a secretária explicou que a
ideia é firmar um acordo com as empresas de telefonia para que, a cada caso de
desaparecimento, os celulares emitam o aviso.
Foto:
Carlos Magno
Após o desaparecimento de Priscila, Jovita se mobilizou pela causa, o
que  levou à criação da primeira delegacia especializada, e passou a atuar
junto à delegada titular Ellen Souto, com quem trabalhará em parceria. A
Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) funciona na Cidade da Polícia.
– Tenho orgulho de ter contribuído com a campanha para a criação da
primeira Delegacia de Desaparecidos, que hoje é um exemplo para o Brasil. Entre
80% e 90%  dos casos são resolvidos anualmente – afirmou Jovita.

A delegada Ellen Souto ressaltou a importância
da elaboração de um cadastro nacional de desaparecidos, pois atualmente, além
do Rio de Janeiro, apenas São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina
contam com delegacias especializadas. 

Fonte: Rio das Ostras Jornal

Origem.