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Michelle Bachelet é nomeada alta comissária dos Direitos Humanos da ONU

© Fournis
par RFI
A Assembleia
Geral da ONU confirmou nesta sexta-feira (10) o nome de Michelle Bachelet como
nova alta comissária dos Direitos Humanos. A ex-presidente do Chile vai
substituir o jordaniano Zeid Ra’ad Al Hussein.
Em nome da
América Latina e do Caribe, o embaixador argentino na ONU, Martín García
Moritán, comemorou na assembleia a escolha “de uma mulher altamente
competente para este desafiante papel” e destacou “seu compromisso,
sua experiência e paixão”.
Primeira
presidenta do Chile, Bachelet, de 66 anos, ficou conhecida por ser uma enérgica
defensora dos direitos das mulheres. Filha de um militar que se opôs à
derrubada do presidente socialista Salvador Allende e morreu após ser torturado
na ditadura de Augusto Pinochet, ela foi presa e torturada em 1975, antes de
partir para o exílio – primeiro na Austrália e, depois, na Alemanha Oriental.
Pediatra de
profissão e especialista em Saúde Pública, após o retorno da democracia no
Chile, em 1990, Bachelet foi ministra da Saúde, da Defesa e, finalmente, duas
vezes presidente. Esteve no cargo até março passado, quando, pela segunda vez, entregou
o governo ao conservador Sebastián Piñera. A ex-presidente também foi a
primeira diretora da ONU Mulheres, a agência da organização que promove a
igualdade de gênero, de 2010 a 2013.
Bachelet deixou
a presidência do Chile com popularidade em torno de 40%. Durante sua última
gestão, implantou um ambicioso programa que incluiu uma reforma da
educação, das leis trabalhistas e tributárias. Mas também enfrentou um
escândalo de corrupção, protagonizado por seu filho mais velho e sua nora,
condenada recentemente por fraude fiscal. Este mês, a ex-chefe de Estado lançou
no Chile sua nova fundação, a Horizonte Ciudadano, que busca promover os
objetivos de desenvolvimento sustentável fixados pela ONU para 2030.
Ela assume o
cargo de alta comissária dos Direitos Humanos a partir de 1º de setembro.
RFI

Fonte: Rio das Ostras Jornal

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