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Estado confirma mais sete mortes por febre amarela na Zona da Mata e Campo das Vertentes

Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (13) pela SES-MG, aponta que já são 38 casos. Lima Duarte foi a que mais registrou óbitos da doença em uma semana.  O boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgado nesta terça-feira (13) aponta que subiu para 38 o número de casos de mortes por febre amarela nas cidades da Zona da Mata e Campos das Vertentes.
São sete casos a mais se comparado ao último balanço do dia 6 de março, sendo que quatro deles são apenas em Lima Duarte. Já o município de Barroso aparece pela primeira vez na listagem, com um caso.
Juiz de Fora e Barbacena também tiveram aumento de mais uma morte. Veja a lista abaixo.
Decretos e situação de emergência
No caso de Juiz de Fora, ontem o prefeito Bruno Siqueira (MDB), decretou situação de emergência na cidade por conta dos casos de febre amarela registrados. O boletim com a situação da cidade mostra que além das seis mortes, há outros 23 casos de pacientes internados ou que tiveram alta confirmados.
A decisão do Executivo ocorreu 47 dias depois de o governo de Minas incluir as cidades das Unidades Regionais de Saúde de Barbacena e de Juiz de Fora no decreto estadual de emergência, além das áreas de Belo Horizonte, Itabira e Ponte Nova, que já constavam no documento publicado no dia 19 de janeiro.
Sobre a decisão de Siqueira sobre o decreto, o G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Juiz de Fora para saber quais providências serão tomadas como vacinação, número de leitos, se tem repasse do Estado ou da União e questionou o fato de a cidade ser a segunda em maior número no estado com registros de óbitos e internações, entre outros; e até a publicação desta reportagem ainda não havia retorno.
Outras cidades
À iniciativa do governo estadual, a cidade de Barbacena se antecipou e emitiu o comunicado decretando situação emergencial na cidade no dia 24 de janeiro.
O decreto nº 8.257 autoriza a adoção de medidas administrativas necessárias à contenção dos surtos, como aquisição de insumos e materiais e a contratação de serviços e pessoal de forma emergencial sem a necessidade de abertura de licitação pelo prazo de 180 dias.
A cidade de Viçosa também emitiu decisão semelhante no dia 23 de janeiro. No decreto, o prefeito Ângelo Chequer (PSDB) justificou a situação de casos de febre amarela e também da dengue.
Mortes confirmadas pela SES-MG na região até esta terça (13)
Juiz de Fora: 6 óbitos;
Barbacena: 2 óbitos;
Barroso: 1 óbito;
Rio Preto: 3 óbitos;
Piau: 2 óbitos;
Belmiro Braga: 1 óbito;
Bicas: 1 óbito;
Goianá: 1 óbito;
Mar de Espanha: 1 óbito;
Maripá de Minas: 1 óbito;
Matias Barbosa: 1 óbito;
Rio Novo: 1 óbito;
Santa Rita do Jacutinga: 1 óbito;
Santos Dumont: 2 óbito;
Simão Pereira: 1 óbito;
Santo Antônio do Aventureiro: 1 óbito;
Viçosa: 2 óbito;
Ervália: 1 óbito;
Caranaíba: 1 óbito;
Senhora de Oliveira: 2 óbitos
Lima Duarte: 6 óbitos.
Situação no Estado
Chega a 133 o número de mortes por febre amarela em Minas Gerais desde o fim do ano passado. Em relação ao último boletim epidemiológico, divulgado há uma semana, são 25 novos óbitos no estado.
De acordo com a secretaria, no total, 365 casos da doença foram confirmados no estado. Outros 630 seguem sob investigação.
Do total de casos confirmados, 318 (87,1%) se referem a pacientes do sexo masculino, e 47 (12,9%) do sexo feminino. Já entre as vítimas que morreram, apenas sete eram do sexo feminino.
Todos os casos foram confirmados laboratorialmente. A média de idade dos casos confirmados é de 48 anos. O mais novo tem 3 anos, e o mais velho, 88.
A letalidade por febre amarela em Minas Gerais é de aproximadamente 36,4%.
O informe epidemiológico divulgado nesta terça se refere ao monitoramento da SES iniciado em julho de 2017. Segundo a pasta, entre o início do monitoramento até dezembro de 2017, não foram registradas mortes.
Febre amarela
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infectados. Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes. Nas cidades, a doença pode ser transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.
Febre amarela: perguntas e respostas

Fonte: G1 (Minas Gerais)

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