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Mãe de bebê atropelado em Copacabana está internada em estado grave

© Marcio
Dolzan/Estadão O acidente aconteceu na Avenida Atlântica,
 em Copacabana, na altura da Rua Figueiredo de
Magalhães
RIO – A pequena
Maria, de 8 meses, que morreu após ser atropelada na praia de Copacabana na
noite desta quinta-feira, 18, estava acompanhada da mãe, Miedes Araújo da
Silva, de 23 anos, e da avó materna quando o carro invadiu o calçadão e a areia, deixando outros 16 feridos.
Segundo o pai da menina, o motorista de Uber Darlan Rocha de Azevedo, de 27
anos, a mulher dele está internada em estado grave no Hospital Municipal Miguel
Couto. O hospital não confirmou o quadro de saúde dessa paciente.
Azevedo conta
que Miedes não costumava levar o bebê ao calçadão, mas havia feito isso na
noite desta quinta-feira para passear junto com a mãe dela (avó de Maria), que
tinha chegado de Recife para visitar a neta. “Eu estava trabalhando, minha
esposa estava passeando com minha filha no calçadão, com o carrinho de bebê, e
a avó”, narrou. O casal tem outro filho, sendo que Maria era a caçula, e
mora em Copacabana.
“Nem sei
como estou falando com vocês”, afirmou aos jornalistas, desolado, na porta
da 12ª DP. “Tem epilepsia e tem carteira de motorista, como pode? Ele (o
atropelador) é um assassino, não era pra ter carteira de motorista. Minha filha
morreu, como vou ficar agora?”, questionou.
Uma tia do
bebê, Solange Maria Marcos, criticou o motorista que causou o acidente.
“Na hora, ele fugiu e não prestou socorro. Agora vem com um monte de
remédios, vem dizer que é doente. Nunca vi uma pessoa doente ter uma
habilitação. Agora, ele vai sair daqui, vai dormir no ar condicionado, e o pai
vai ficar chorando.”
Atropelamento. Antônio
de Almeida Anaquim, de 41 anos, estava dirigindo um Hyundai HB20 preto na noite
desta quinta-feira quando invadiu o calçadão da praia de Copacabana, chegando
até a areia, e atingiu pelo menos 16 pessoas, além de Maria, de 8 meses, que
morreu.
Ele afirmou à
Polícia Civil ser epilético e ter sofrido um desmaio. Segundo os PMs, dentro do
carro de Anaquim havia medicamentos para epilepsia. O coronel Murilo Angelotti,
comandante do 17.º Batalhão da PM, em Copacabana, informou que Anaquim relatou
ter sofrido um “apagão”. Testemunhas também contaram que, ao descer do veículo,
Anaquim estava “meio parado” e “não esboçava reação”.
Após prestar
depoimento, ele seria levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para realizar
exames de saúde que poderiam comprovar problema médico. Pessoas epiléticas
podem dirigir automóveis, desde que comprovem não sofrer crises frequentes.

Fonte: Rio das Ostras Jornal

Origem.