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NOTÍCIA & OPINIÃO

PF

Apenas um “bate papo”?

Depois de “idas e vindas” e adiamentos, finalmente o principal personagem da história, o prefeito de Cabo Frio, Marquinhos Mendes (MDB) foi depor na Polícia Federal, em Macaé, sobre o “Escândalo na Comsercaf”, que está sendo investigado através da Operação Basura. Após o depoimento, Marquinhos disse a mídia, entre uma e outra “pérola”, que tem a consciência tranquila e que o depoimento foi quase um “bate papo”.

Quem nomeou Cláudio Moreira?

CM

Como o prefeito de Cabo Frio não sabia de nada que estava acontecendo na autarquia, inclusive que a empresa Prime não tinha condições para operar e que ninguém surrupiou 60 milhões, resta àquela pergunta ingênua, que, entretanto, insiste em não calar: quem nomeou Cláudio Moreira para presidir a Comsercaf?

Comsercaf: nenhuma transparência!

LUIZ_CLAUDIO_GAMA

O interventor do governo na Comsercaf, o advogado Luís Cláudio Gama até hoje não apresentou, ao menos publicamente, nenhum relatório. O interventor não demitiu os comissionados conforme o prometido pelo prefeito e sequer saiu o famoso listão de comissionados e pendurados na vistosa autarquia.

Por que não colocar Cláudio Moreira na presidência da Comsercaf?

O que terá o interventor a dizer e fazer se o prefeito já disse que nada aconteceu com os 60 milhões de reais e que tudo foi um equívoco do Ministério Público, da Polícia Federal e da própria mídia? Ora, se tudo foi um grande equívoco e se Cláudio Moreira foi libertado da prisão por um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça (TJ), por que não colocá-lo novamente na presidência da autarquia reparando a injustiça. Não é?

Serviços públicos: divididos e privatizados.

Quem conhece a política e seus personagens em Cabo Frio sabe que os serviços públicos estão privatizados e divididos (fatiados) entre diversos grupos e em grande parte de fora do município. Não começou agora, mas atingiu o auge neste governo de Marquinhos Mendes (MDB).

Aliança da política local com grupos da Baixada Fluminense.

A cidade de Cabo Frio há muito não pertence ao seu povo. A elite plutocrata local, associada a grupos de fora do município, domina a vida pública e privada, tornando o que é público negócio de poucos. A penetração maior vem de grupos da Baixada Fluminense, que tentam estabelecer a hegemonia em toda a Região dos Lagos, especialmente em Cabo Frio.

Novos hábitos.

Esses grupos da Baixada Fluminense trazem para a Região dos Lagos não apenas o desejo de dominar os serviços públicos terceirizados pelas prefeituras locais, mas também costumes políticos bem diferenciados. Os cabofrienses, em particular, não estavam habituados a essas, digamos assim, novas posturas para lidar com a política e seus desdobramentos.

Ainda a entrevista.

Para o prefeito Marquinhos Mendes (MDB) os escândalos dos super salários no RH e na Comsercaf não existiram. Tudo invenção do vereador Rafael Peçanha (PDT), da Polícia Federal e do Ministério Público. O prefeito estava tão sem chão, que sobrou até para a “mídia amiga” sempre tão bem comportada, acusada de ter divulgado sem base os escândalos.

Governo sem credibilidade.

Mesmo com preço caindo ao patamar de 23 milhões de reais a prefeitura de Cabo Frio não conseguiu vender a folha de pagamentos para os bancos. Mais uma vez nenhum banco topou. O que está acontecendo? Será falta de credibilidade do governo Marquinhos Mendes (MDB)? Será que as instituições financeiras não acreditam na capacidade do governo de Marquinhos Mendes (MDB) em gerir a contento o município?

 

 

 

 

Fonte: Jornal do Totonho

Origem.