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Rio: De herói a bandido: Corregedoria prende comandante da UPP Caju ao encontrar drogas e armas

Pelo menos, 21 PMs lotados no local foram levados para prestar depoimento na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar

ADRIANA CRUZ E MARIA INEZ MAGALHÃES

Rio – Um arsenal com mais de 3 mil balas de vários calibres na sala do comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Caju, armas raspadas e drogas sem a procedência levaram à prisão o comandante, major Alexandre Silva Frugoni de Souza, nesta quarta-feira, em megaoperação da Corregedoria da PM. Sua esposa, a também oficial da corporação major Paula Frugoni, e outros 21 policiais militares foram detidos na ação, que começou de madrugada. Eles foram prestar depoimento na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. A exoneração do oficial do cargo sai no boletim da corporação até sexta-feira.
O casal Alexandre e Paula Frugoni estão desde 2002 na corporaçãoReprodução
Só no gabinete de Frugoni, além da munição, a corregedoria encontrou uma pistola glock raspada e quatro carregadores. Na residência do oficial, que tem salário em torno de R$ 15 mil e é um dos melhores atiradores da PM, foram apreendidas carabina 40 e pistola ponto 40. O armamento é da PM, mas ele não tinha autorização de levar para o local. Na casa do pai do major, foi apreendida pistola sem registro de procedência.
Em armários sem identificação havia mais de 20 tabletes de maconha e mais de 200 pinos de cocaína, além de uma pistola 380 raspada, caderno de anotações relacionadas ao tráfico de drogas e peças de munição sem identificação. Um total de 3.153 materiais usados geralmente em endolação de drogas também foram apreendidos durante a operação. Chamou a atenção ainda apreensão de uma chave mixa, um pé de cabra e um alicante hidráulico. Todo o material será submetido a perícia.
A ação era para cumprir mandados de busca e apreensão na UPP e em outros endereços ligados a Frugoni, expedidos pela Auditoria da Justiça Militar. Na unidade todos os policiais que estavam no local foram proibidos de usar aparelhos celulares, veículos foram revistados durante a operação. O inquérito na corregedoria começou por suspeitas de desvio de munição e apreensão de armas sem que fossem apresentadas à Polícia Civil.
O trabalho contou com a cúpula da PM para combater a corrupção. O nome do substituto de Frugoni ainda não foi divulgado. Em março, o comandante da UPP ganhou notoriedade por ato de bravura porque, mesmo à paisana, reagiu a uma tentativa de assalto e atirou no suspeito na Rua São Francisco Xavier, em frente à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã.
O major Alexandre Frugoni, à época, era comandante da UPP Fallet. Ele desceu de um carro instantes depois do assalto e fez disparos contra o suspeito, que acabou sendo preso. O oficial fez questão de ressaltar na ocasião que a vítima e populares elogiaram a ação dele.
Fonte: Diário Riostrense

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