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Itaocara ficou quase 27 horas sem energia elétrica em 2016

Estudo elaborado pelo Sistema FIRJAN revela que a qualidade do serviço no estado caiu quase 17% em cinco anos
Qualidade do setor elétrico caiu 17% no Noroeste Fluminense em cinco anos (Foto: Arquivo/ Folha Itaocarense)
    O fornecimento de energia elétrica piorou na região Noroeste do Rio e nos últimos cinco anos, assim como em todo estado.  De acordo com o estudo “Retrato da Qualidade da Energia no Estado do Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema FIRJAN, os municípios do Noroeste fluminense ficaram 23 horas sem energia, o que representa um aumento de 16,7% na comparação com 2011. 
   Italva chegou a ficar às escuras por 44 horas e é o município com mais horas sem energia. Esse indicador é 54% maior do que o do município com o segundo pior resultado na região, Bom Jesus do Itabapoana, que registrou 29 horas de interrupções em 2016. Itaocara também ficou às escuras acima da média regional e estadual, um total de quase 27 horas sem eletricidade.
   Já os municípios de Santo Antônio de Pádua e Aperibé apresentaram menor quantidade de horas sem energia elétrica da região, ambos com menos de 15 horas em 2016.
   Em média, os municípios fluminenses ficaram 25 horas sem energia em 2016. Na comparação com 2011, o tempo de interrupção no estado aumentou 10,2%. A média nacional é de 16 horas sem fornecimento.
   O estudo, elaborado com base em indicadores da Aneel, aponta ainda que, em média, os consumidores do estado tiveram o fornecimento interrompido 13 vezes, um aumento de 11,1% em relação a 2011. Já no Noroeste Fluminense o número de interrupções teve redução no período, passando de 14 para 11 vezes. Mais uma vez Italva foi o município que mais sofreu com a quantidade de quedas de energia, 14 vezes no ano, seguido por Itaocara, com 13 vezes.
   “Um cenário assim afasta novos investidores e inibe qualquer iniciativa de expansão”, afirma o vice-presidente do Sistema FIRJAN, Carlos Mariani Bittencourt.
   De acordo com a FIRJAN, o acesso à energia elétrica com qualidade, segurança e a preços baixos é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico e industrial. Para melhorar o serviço oferecido no estado, a Federação das Indústrias defende investimentos por parte das distribuidoras, além de uma modernização da regulação a partir de uma visão integrada de todo o setor. As propostas apresentadas pelo Sistema FIRJAN para a melhoria do ambiente regulatório são a criação de indicadores que mensurem as interrupções abaixo de três minutos, a identificação das classes de consumo nos conjuntos elétricos, o desenvolvimento de pacotes de fornecimento de energia elétrica com qualidade e preço diferenciado para a indústria e o estímulo à expansão das redes inteligentes de energia, as chamadas smart grids.
   Durante evento realizado no Rio, na última semana, para apresentação do estudo, o superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações de Transmissão e Distribuição da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Ivo Sechi Nazareno, disse que a agência tem trabalhado para encontrar, cada vez mais, a relação de equilíbrio entre qualidade, investimento e tarifa. O presidente da Enel Distribuição Rio, Ramon Castañeda, citou algumas das medidas que a empresa vem adotando para melhorar a qualidade do fornecimento de energia.
   “Temos um plano de manutenção e identificação de defeitos na rede, assim como investimentos para a melhoria da rede e a adoção de novas tecnologias”, comentou Castañeda. 
   No encontro, o Sistema FIRJAN lançou seu novo site de energia elétrica www.firjan.com.br/energiaeletrica
Fonte: Folha Itaocarense

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